Registro de 15/06/2026

17/06/2026 17:26

O texto discutido na segunda foi sobre as viradas e voltas arquivísticos. O texto é de 2019, mas ainda muito atual, que retratou o grupo de pesquisa hoje, um grupo bem eclético de arquivistas, historiadores, museólogos e bibliotecários, bem como nosso olhar para os acervos, arquivos e centros de informação.

Um texto que nos fez refletir sobre o sair da prática, muitas vezes tecnicista (do guardar e do organizar) e nos levou a pensar fora disso, numa perspectiva social, antropológica e cultural. Eric Ketelaar traz um contraponto, bem ontológico do arquivo (digamos, tradicional) para a proposta da “virada” Arquivística, o quadro abaixo reflete os contrapontos ao longo do texto:

ARQUIVOS “TRADICIONAIS” VIRADA DOS ARQUIVOS
Produto final (FIM) Processo (MEIO)
Fonte Locais epistemológicos
Armazém Resultados de práticas culturais
Práticas e métodos Teoria Multiverso – Abordagem multiformes. Múltiplas áreas/ Transdisciplinar
Repositório das história Um complexo de estruturas, processos e epistemologias.
Deposito passivo de coisas antigas Locais ativos onde o poder social é negociável, contestado e confirmado.

O grupo refletiu sobre um olhar não só para o documento, mas além, para o processo: antes, durante e depois. Um processo de contextualização e ações de pessoas e instituições. Pensar os arquivos: para quem, o quê, onde e quando?

Estiveram presentes no encontro: Aline Carmes Krüger, Libia de Haro, Valentina Nunes, Ana Claudia Perpétuo de Oliveira, Ana Carolina Silvério Jonsson, Maria de Fátima Piazza, Leilane Feitosa Santana, Priscila Rosa Martins, Sabrina Martins e Letícia Nedel.