Registro de 15/06/2026
O texto discutido na segunda foi sobre as viradas e voltas arquivísticos. O texto é de 2019, mas ainda muito atual, que retratou o grupo de pesquisa hoje, um grupo bem eclético de arquivistas, historiadores, museólogos e bibliotecários, bem como nosso olhar para os acervos, arquivos e centros de informação.
Um texto que nos fez refletir sobre o sair da prática, muitas vezes tecnicista (do guardar e do organizar) e nos levou a pensar fora disso, numa perspectiva social, antropológica e cultural. Eric Ketelaar traz um contraponto, bem ontológico do arquivo (digamos, tradicional) para a proposta da “virada” Arquivística, o quadro abaixo reflete os contrapontos ao longo do texto:
| ARQUIVOS “TRADICIONAIS” | VIRADA DOS ARQUIVOS |
| Produto final (FIM) | Processo (MEIO) |
| Fonte | Locais epistemológicos |
| Armazém | Resultados de práticas culturais |
| Práticas e métodos | Teoria Multiverso – Abordagem multiformes. Múltiplas áreas/ Transdisciplinar |
| Repositório das história | Um complexo de estruturas, processos e epistemologias. |
| Deposito passivo de coisas antigas | Locais ativos onde o poder social é negociável, contestado e confirmado. |
O grupo refletiu sobre um olhar não só para o documento, mas além, para o processo: antes, durante e depois. Um processo de contextualização e ações de pessoas e instituições. Pensar os arquivos: para quem, o quê, onde e quando?
Estiveram presentes no encontro: Aline Carmes Krüger, Libia de Haro, Valentina Nunes, Ana Claudia Perpétuo de Oliveira, Ana Carolina Silvério Jonsson, Maria de Fátima Piazza, Leilane Feitosa Santana, Priscila Rosa Martins, Sabrina Martins e Letícia Nedel.



