Grupo de Pesquisa Arquivos Pessoais e Patrimônio Documental
  • Registro de 22 de setembro de 2026

            Nesta data, o grupo de pesquisa realizou uma visita à casa/acervo de Rodrigo de Haro. A visita foi mediada pelo artista Idésio Leal, por sua esposa, Marilene, e pela doutoranda e sobrinha do artista, Líbia Palma de Haro. O grupo se acomodou na sala principal da casa, onde as paredes estavam cobertas com quadros do artista e os móveis estavam ocupados com uma pluralidade tipológica que incluía manuscritos, cartas, cadernos, fotografias, filmes, objetos tridimensionais, vestuário e livros de Rodrigo. Foi uma visita riquíssima, na qual o casal que salvaguarda o acervo descreveu um pouco do cotidiano, da personalidade, da trajetória de vida e das peculiaridades do artista.

            Na oportunidade, a pesquisadora Líbia de Haro, que também faz parte do grupo de pesquisa, apresentou o desenvolvimento de sua tese, na qual irá estudar o acervo. Sua fala proporcionou reflexões e discussões sobre como estudá-lo, possíveis tipos de organização e um olhar para esse acervo tão complexo. Líbia explica que cada item possui uma relação com o acervo como um todo. Por exemplo, de um projeto de Rodrigo de Haro são criadas outras tipologias, como pesquisas feitas e registradas pelo artista, reunião de fotos e recortes, manuscritos sobre o assunto ou outros correlacionados, esboços artísticos e obras de arte relacionadas, como uma “rede” conectando cada item com a vida e o fazer artístico de Rodrigo.


            Participaram da reunião Aline Krüger, Maria de Fátima Piazza, Maria Teresa Santos Cunha, Valentina Nunes, Ana Carolina Silvério Jonsson, Letícia Nedel, Sabrina Martins, Marceli Mengarda, Izabela Drozdowska-Broering, Líbia Palma de Haro.


  • VI Seminário Nacional História e Patrimônio Cultural

    Durante os dias 15 a 18 de setembro de 2026, ocorreu o VI Seminário Nacional História e Patrimônio Cultural, em Joinville/SC.

    As atividades do grupo ArqPPdoc foram apresentadas na comunicação on-line “Diálogos interdisciplinares entre arquivos e patrimônio no Estado de Santa Catarina”, elaborada por Priscila, Aline e Karla.

    Também estiveram presentes no evento:

    Maria de Fátima Fontes Piazza – “Dos roteiros etnográficos aos vitrais do Teatro Álvaro de Carvalho”

    Letícia Borges Nedel – “A memória como recurso de dominação: investimentos das elites políticas e empresariais nos acervos ‘da imigração’ de SC”

    Maria Teresa Santos Cunha – “O que guardam caixas e gavetas: pensar e trabalhar com arquivos pessoais de professores catarinenses (1960-1990)”

    Miguel Ângelo dos Santos Demétrio – “Jair Cardoso: o arquivo em movimento (2024-2026)” e “Associação da Freguesia do Mirim na preservação da história e memória local”

    Priscila Rosa Martins – “A cultura do arquivo no patrimônio de Santa Catarina”.

    O evento foi realizado na Univille e teve 14 Simpósios Temáticos na programação, além de visitas técnicas em arquivos e museus da cidade.


  • Fazendo Gênero 2027

    Estão abertas as inscrições para Comunicações Orais nos Simpósios Temáticos (STs) do Fazendo Gênero 14 até 2 de outubro de 2026.

    O evento ocorrerá em Florianópolis, na Universidade Federal de Santa Catarina, entre 26 a 30 de julho de 2027.

    Em parceria com o professor dr. Hugo Pires (UFMG) e a professora dra. Leyde Klebia (UFBA), estamos propondo o ST 82: “Entre o pessoal, comunitário e social: arquivos, bibliotecas, museus e lugares de memória“.

    O simpósio propõe reunir pesquisas, experiências, práticas profissionais, iniciativas comunitárias e reflexões teóricas voltadas às relações entre arquivos, bibliotecas, museus, buscando problematizar os modos pelos quais as instituições de memória operaram, e ainda operam, processos de exclusão, ocultamento, epistemicídio e memoricídio de sujeitos e coletividades.

    Esperamos você.


  • Reunião de Setembro de 2026

    No mês de setembro faremos uma visita a casa/acervo de Rodrigo de Haro.
    A visita será mediada pela pesquisadora Líbia de Haro, por Marilene e Idésio.

    “O acervo está atualmente sob a guarda de Idésio Leal (1963) legatário, em Florianópolis (SC), na casa onde Rodrigo de Haro viveu e apresenta significativa diversidade de tipologias conforme apresentamos: manuscritos, cartas, cadernos, fotografias, filmes, objetos tridimensionais, vestuário, livros e outros suportes” – Haro, Líbia Palma de. Documentação, organização e memória no acervo pessoal de Rodrigo de Haro. TCC (graduação) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Museologia. 2025.

    A reunião será no dia 22/09 às 14h


  • Estágio para Arquivologia na FCC

    A Fundação Catarinense de Cultura (FCC) está com vaga aberta para atividades de estágio

    Além de adquirir experiência com documentos históricos e culturais, a pessoa estagiária recebe bolsa-auxílio e auxílio transporte pelo Programa Novos Valores.
    ♦ A FCC está no Centro Integrado de Cultura (CIC) na Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600, no bairro Agronômica, próximo à UFSC!

    Mais informações pelo e-mail: cpad@fcc.sc.gov.br


  • Registro de 5 de agosto de 2026

    Na tarde de quarta-feira, a professora Janice Gonçalves relatou sua trajetória pelos arquivos. O convite-provocação surgiu do encontro com Ana Maria Camargo ou, como preferia chamar, Ana. O contato inicial se desdobrou em vivência, experiência e, sobretudo, conhecimento sobre os arquivos. O primeiro projeto que desenvolveram juntas no Arquivo Público do Estado de São Paulo tinha como objeto a história administrativa, anos depois, criaram o grupo de trabalho para o Dicionário de Terminologia Arquivística, do qual rememorou as frequentes reuniões e debates.

    Das experiências acompanhadas não só por Ana, mas também por Heloísa Bellotto, Janice teve a oportunidade de realizar o I Curso de Aperfeiçoamento em Arquivos Públicos, promovido no Arquivo Nacional, em única edição. De seu percurso, relembrou a contribuição para a série “Como fazer”, sendo a autora de uma das obras mais consultadas  (“Como classificar e ordenar documentos de arquivos“). Sua atuação nos arquivos ainda destinou a direção na Fundação Pró-Memória em Indaiatuba, da qual contou momentos amistosos com os colegas e experiências profícuas no trabalho.

    Após ingressar como docente da Universidade do Estado de Santa Catarina, Janice desenvolveu tese a respeito dos arquivos catarinenses. De seus projetos de pesquisa ativos, destacou a Rede Specula – Um portal para o patrimônio cultural. Além de nos presentear com a obra Patrimônio Imaginado: fotografia e patrimônio cultural, apresentou uma prévia de sua próxima publicação, deixando-nos na expectativa!

    Participaram da reunião Jefferson Corbari, Aline Krüger, Líbia de Haro, Sabrina Martins, Letícia Nedel, Maria de Fátima Piazza, Antonio Vieira, Priscila Rosa e Karla Schütz.


  • Reunião de agosto de 2026

    Para iniciar o segundo semestre de 2026, teremos a participação da professora dra. Janice Gonçalves (UDESC).
    Com o tema “Pensar os arquivos públicos e o patrimônio cultural em Santa Catarina: um percurso”, o encontro acontecerá na Sala de Reuniões do CED, dia 5 de agosto, às 14h.

    O encontro é aberto a quem se interessar.

    Até breve!


  • Participação no XV Seminário Internacional de Políticas Culturais (RJ)

    Em 29 de maio de 2026, a pesquisadora integrante do nosso grupo e doutoranda Sabrina Martins, do Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação (PPGInfo/FAED), apresentou seu projeto de tese sobre Bibliotecas Pessoais, Patrimônios Bibliográficos e Políticas Públicas no XV Seminário Internacional de Políticas Culturais (SIPC), no Rio de Janeiro. Em sua tese, Sabrina tem como objeto de estudo a Biblioteca Cleber Teixeira, do Instituto Casa Cleber Teixeira (ICCT). Na apresentação, a doutoranda apresentou o instituto, falou sobre sua vivência e experiência na casa e as perspectivas para a tese.

    O evento foi realizado pela Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), por meio do Setor de Pesquisa em Políticas Culturais e da Cátedra UNESCO de Políticas Culturais e Gestão, e promoveu o diálogo entre estudantes, pesquisadores, gestores e profissionais da cultura, abordando temas centrais para o desenvolvimento das políticas públicas culturais, bem como para o fortalecimento da democracia e da participação social. Sabrina revela: “Estar em uma instituição que é referência em políticas públicas culturais me fez perceber o quanto esse campo pode ser mais explorado na Ciência da Informação (CI), na Biblioteconomia e na Gestão da Informação, permitindo-me refletir sobre a pluralidade de perspectivas e práticas no campo cultural.”

     


  • Participação na 2ª Conferência Nacional de Arquivos

    Entre os dias 26 a 28 de maio, em Brasília, ocorreu a 2ª Conferência Nacional de Arquivos (CNARq). Após 15 anos da primeira edição, o evento foi precedido por etapas estaduais quando Aline Krüger, Letícia Nedel, Priscila Rosa e Maria de Fátima Fontes Piazza foram eleitas delegadas de Santa Catarina.

    A 2ª CNArq teve como tema central “Arquivos: agentes da cidadania e da democracia” e reuniu representantes do país a fim de debater políticas públicas, bem como definir prioridades para os arquivos públicos, privados e comunitários. Dividida em seis eixos, foram aprovadas 18 propostas, das quais foram destacadas pelo Giro do Arquivo:

    • Eixo 1 (Marco Legal, Governança Arquivística e Perspectivas para uma Política Nacional de Arquivos) – Fiscalização arquivística pelos órgãos de controle e Selo Nacional de Gestão de Documentos
    • Eixo 2 (Gestão de Documentos como Infraestrutura Democrática) – Gestão de documentos como critério obrigatório nas auditorias dos órgãos de controle
    • Eixo 3 (Preservação e Patrimônio Arquivístico) – Criação do Programa Nacional de Preservação Arquivística
    • Eixo 4 (Acesso, Transparência, Inclusão e Promoção da Cidadania) – Fomento a arquivos públicos, privados e comunitários como instrumentos de direitos humanos e memória
    • Eixo 5 (Condições de Trabalho nos Arquivos e Ensino e Pesquisa em Arquivologia) – Criação dos Conselhos Federal e Regionais de Arquivologia
    • Eixo 6 (Arquivos Privados e Comunitários, Pluralidade da Memória e Interesse Público e Social) – Redes de cooperação ténica e científica para arquivos privados e comunitários

    A delegação catarinense também foi composta por Camila Lehmkuhl, Liziane Rocha, Bianca Souza, Camila de Oliveira, Sandra Nunes, Sílvia Kita, Micheline Peixoto e demais representantes do poder executivo. Na etapa estadual, contribuíram com a elaboração das propostas Caroline Pasa e Rita de Cássia Cunha, doutorandas do PGCin/UFSC, e a arquivista Giselle Viana.

    Assim como na etapa estadual, o evento demonstrou a necessidade de reuniões regulares, visando a identificação de demandas locais, regionais e nacionais, promovendo a inserção de arquivistas e das práticas arquivísticas no debate, principalmente, nos orçamentos públicos.

    Saiba mais em: https://www.2cnarquivos.org


  • Registro de 15/06/2026

    O texto discutido na segunda foi sobre as viradas e voltas arquivísticos. O texto é de 2019, mas ainda muito atual, que retratou o grupo de pesquisa hoje, um grupo bem eclético de arquivistas, historiadores, museólogos e bibliotecários, bem como nosso olhar para os acervos, arquivos e centros de informação.

    Um texto que nos fez refletir sobre o sair da prática, muitas vezes tecnicista (do guardar e do organizar) e nos levou a pensar fora disso, numa perspectiva social, antropológica e cultural. Eric Ketelaar traz um contraponto, bem ontológico do arquivo (digamos, tradicional) para a proposta da “virada” Arquivística, o quadro abaixo reflete os contrapontos ao longo do texto:

    ARQUIVOS “TRADICIONAIS” VIRADA DOS ARQUIVOS
    Produto final (FIM) Processo (MEIO)
    Fonte Locais epistemológicos
    Armazém Resultados de práticas culturais
    Práticas e métodos Teoria Multiverso – Abordagem multiformes. Múltiplas áreas/ Transdisciplinar
    Repositório das história Um complexo de estruturas, processos e epistemologias.
    Deposito passivo de coisas antigas Locais ativos onde o poder social é negociável, contestado e confirmado.

    O grupo refletiu sobre um olhar não só para o documento, mas além, para o processo: antes, durante e depois. Um processo de contextualização e ações de pessoas e instituições. Pensar os arquivos: para quem, o quê, onde e quando?

    Estiveram presentes no encontro: Aline Carmes Krüger, Libia de Haro, Valentina Nunes, Ana Claudia Perpétuo de Oliveira, Ana Carolina Silvério Jonsson, Maria de Fátima Piazza, Leilane Feitosa Santana, Priscila Rosa Martins, Sabrina Martins e Letícia Nedel.