Grupo de Pesquisa Arquivos Pessoais e Patrimônio Documental
  • Estágio para Arquivologia na FCC

    A Fundação Catarinense de Cultura (FCC) está com vaga aberta para atividades de estágio

    Além de adquirir experiência com documentos históricos e culturais, a pessoa estagiária recebe bolsa-auxílio e auxílio transporte pelo Programa Novos Valores.
    ♦ A FCC está no Centro Integrado de Cultura (CIC) na Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600, no bairro Agronômica, próximo à UFSC!

    Mais informações pelo e-mail: cpad@fcc.sc.gov.br


  • Registro de 5 de agosto de 2026

    Na tarde de quarta-feira, a professora Janice Gonçalves relatou sua trajetória pelos arquivos. O convite-provocação surgiu do encontro com Ana Maria Camargo ou, como preferia chamar, Ana. O contato inicial se desdobrou em vivência, experiência e, sobretudo, conhecimento sobre os arquivos. O primeiro projeto que desenvolveram juntas no Arquivo Público do Estado de São Paulo tinha como objeto a história administrativa, anos depois, criaram o grupo de trabalho para o Dicionário de Terminologia Arquivística, do qual rememorou as frequentes reuniões e debates.

    Das experiências acompanhadas não só por Ana, mas também por Heloísa Bellotto, Janice teve a oportunidade de realizar o I Curso de Aperfeiçoamento em Arquivos Públicos, promovido no Arquivo Nacional, em única edição. De seu percurso, relembrou a contribuição para a série “Como fazer”, sendo a autora de uma das obras mais consultadas  (“Como classificar e ordenar documentos de arquivos“). Sua atuação nos arquivos ainda destinou a direção na Fundação Pró-Memória em Indaiatuba, da qual contou momentos amistosos com os colegas e experiências profícuas no trabalho.

    Após ingressar como docente da Universidade do Estado de Santa Catarina, Janice desenvolveu tese a respeito dos arquivos catarinenses. De seus projetos de pesquisa ativos, destacou a Rede Specula – Um portal para o patrimônio cultural. Além de nos presentear com a obra Patrimônio Imaginado: fotografia e patrimônio cultural, apresentou uma prévia de sua próxima publicação, deixando-nos na expectativa!

    Participaram da reunião Jefferson Corbari, Aline Krüger, Líbia de Haro, Sabrina Martins, Letícia Nedel, Maria de Fátima Piazza, Antonio Vieira, Priscila Rosa e Karla Schütz.


  • Reunião de agosto de 2026

    Para iniciar o segundo semestre de 2026, teremos a participação da professora dra. Janice Gonçalves (UDESC).
    Com o tema “Pensar os arquivos públicos e o patrimônio cultural em Santa Catarina: um percurso”, o encontro acontecerá na Sala de Reuniões do CED, dia 5 de agosto, às 14h.

    O encontro é aberto a quem se interessar.

    Até breve!


  • Participação no XV Seminário Internacional de Políticas Culturais (RJ)

    Em 29 de maio de 2026, a pesquisadora integrante do nosso grupo e doutoranda Sabrina Martins, do Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação (PPGInfo/FAED), apresentou seu projeto de tese sobre Bibliotecas Pessoais, Patrimônios Bibliográficos e Políticas Públicas no XV Seminário Internacional de Políticas Culturais (SIPC), no Rio de Janeiro. Em sua tese, Sabrina tem como objeto de estudo a Biblioteca Cleber Teixeira, do Instituto Casa Cleber Teixeira (ICCT). Na apresentação, a doutoranda apresentou o instituto, falou sobre sua vivência e experiência na casa e as perspectivas para a tese.

    O evento foi realizado pela Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), por meio do Setor de Pesquisa em Políticas Culturais e da Cátedra UNESCO de Políticas Culturais e Gestão, e promoveu o diálogo entre estudantes, pesquisadores, gestores e profissionais da cultura, abordando temas centrais para o desenvolvimento das políticas públicas culturais, bem como para o fortalecimento da democracia e da participação social. Sabrina revela: “Estar em uma instituição que é referência em políticas públicas culturais me fez perceber o quanto esse campo pode ser mais explorado na Ciência da Informação (CI), na Biblioteconomia e na Gestão da Informação, permitindo-me refletir sobre a pluralidade de perspectivas e práticas no campo cultural.”

     


  • Participação na 2ª Conferência Nacional de Arquivos

    Entre os dias 26 a 28 de maio, em Brasília, ocorreu a 2ª Conferência Nacional de Arquivos (CNARq). Após 15 anos da primeira edição, o evento foi precedido por etapas estaduais quando Aline Krüger, Letícia Nedel, Priscila Rosa e Maria de Fátima Fontes Piazza foram eleitas delegadas de Santa Catarina.

    A 2ª CNArq teve como tema central “Arquivos: agentes da cidadania e da democracia” e reuniu representantes do país a fim de debater políticas públicas, bem como definir prioridades para os arquivos públicos, privados e comunitários. Dividida em seis eixos, foram aprovadas 18 propostas, das quais foram destacadas pelo Giro do Arquivo:

    • Eixo 1 (Marco Legal, Governança Arquivística e Perspectivas para uma Política Nacional de Arquivos) – Fiscalização arquivística pelos órgãos de controle e Selo Nacional de Gestão de Documentos
    • Eixo 2 (Gestão de Documentos como Infraestrutura Democrática) – Gestão de documentos como critério obrigatório nas auditorias dos órgãos de controle
    • Eixo 3 (Preservação e Patrimônio Arquivístico) – Criação do Programa Nacional de Preservação Arquivística
    • Eixo 4 (Acesso, Transparência, Inclusão e Promoção da Cidadania) – Fomento a arquivos públicos, privados e comunitários como instrumentos de direitos humanos e memória
    • Eixo 5 (Condições de Trabalho nos Arquivos e Ensino e Pesquisa em Arquivologia) – Criação dos Conselhos Federal e Regionais de Arquivologia
    • Eixo 6 (Arquivos Privados e Comunitários, Pluralidade da Memória e Interesse Público e Social) – Redes de cooperação ténica e científica para arquivos privados e comunitários

    A delegação catarinense também foi composta por Camila Lehmkuhl, Liziane Rocha, Bianca Souza, Camila de Oliveira, Sandra Nunes, Sílvia Kita, Micheline Peixoto e demais representantes do poder executivo. Na etapa estadual, contribuíram com a elaboração das propostas Caroline Pasa e Rita de Cássia Cunha, doutorandas do PGCin/UFSC, e a arquivista Giselle Viana.

    Assim como na etapa estadual, o evento demonstrou a necessidade de reuniões regulares, visando a identificação de demandas locais, regionais e nacionais, promovendo a inserção de arquivistas e das práticas arquivísticas no debate, principalmente, nos orçamentos públicos.

    Saiba mais em: https://www.2cnarquivos.org


  • Registro de 15/06/2026

    O texto discutido na segunda foi sobre as viradas e voltas arquivísticos. O texto é de 2019, mas ainda muito atual, que retratou o grupo de pesquisa hoje, um grupo bem eclético de arquivistas, historiadores, museólogos e bibliotecários, bem como nosso olhar para os acervos, arquivos e centros de informação.

    Um texto que nos fez refletir sobre o sair da prática, muitas vezes tecnicista (do guardar e do organizar) e nos levou a pensar fora disso, numa perspectiva social, antropológica e cultural. Eric Ketelaar traz um contraponto, bem ontológico do arquivo (digamos, tradicional) para a proposta da “virada” Arquivística, o quadro abaixo reflete os contrapontos ao longo do texto:

    ARQUIVOS “TRADICIONAIS” VIRADA DOS ARQUIVOS
    Produto final (FIM) Processo (MEIO)
    Fonte Locais epistemológicos
    Armazém Resultados de práticas culturais
    Práticas e métodos Teoria Multiverso – Abordagem multiformes. Múltiplas áreas/ Transdisciplinar
    Repositório das história Um complexo de estruturas, processos e epistemologias.
    Deposito passivo de coisas antigas Locais ativos onde o poder social é negociável, contestado e confirmado.

    O grupo refletiu sobre um olhar não só para o documento, mas além, para o processo: antes, durante e depois. Um processo de contextualização e ações de pessoas e instituições. Pensar os arquivos: para quem, o quê, onde e quando?

    Estiveram presentes no encontro: Aline Carmes Krüger, Libia de Haro, Valentina Nunes, Ana Claudia Perpétuo de Oliveira, Ana Carolina Silvério Jonsson, Maria de Fátima Piazza, Leilane Feitosa Santana, Priscila Rosa Martins, Sabrina Martins e Letícia Nedel.

     

     


  • Reconhecimento: homenagem à pesquisa histórica

    É com muito orgulho que compartilhamos a notícia: o pesquisador integrante do nosso grupo, Miguel Ângelo dos Santos Demétrio, foi homenageado com a Medalha Patrono Vevé, pela Academia Literária de Imbituba. Este reconhecimento destaca os trabalhos realizados através do Arquivo Pessoal de Jair Cardoso e da história de Imbituba, mostrando seu compromisso com a pesquisa histórica e a preservação da memória local. A realização da cerimônia ocorreu no 10/06, na Câmara dos Vereadores de Imbituba.

    Ficamos muito felizes em ver o trabalho acadêmico de nossos integrantes sendo valorizado pela comunidade e por instituições culturais.
    ​Parabéns, Miguel, por esta conquista!


    ​#GrupoDePesquisa #História #Imbituba #AcademiaLiterária #PesquisaCientífica #PatrimônioCultural


  • Reunião de junho de 2026


    Venha para a próxima reunião de leituras, será no NEPEMI/CFH – 6º andar.
    Discutiremos o texto “As viradas e as voltas arquivísticas”, de Eric Ketelaar, já enviado por e-mail.

    Referência: GILLIAND, Anne J.; SUE, Mckemmish ; LAU, Andrew J. (orgs.). Pesquisa no Multiverso arquivístico. Tradução de Anna Cistina Rodrigues. Salvador: 9Bravos, 2019.


  • Informativos – parceirias com LABAPP/Unirio

    O grupo de pesquisa CNPq Acervos privados e pessoais: memórias, políticas e patrimônios está com uma programação imperdível!

    No dia 11/06, às 19h, irão promover a 8ª edição da série on-line “Conversando com doadores”. Como convidada, estará a doadora Telma Camargo da Silva, responsável por um rico acervo dedicado ao acidente radiológico de Goiânia com o Césio-137, doado a duas instituições: LUMINAV/UEG e CIDARQ/UFG.
    Acompanharão no papo a arquivista Luciana Lima (UFG) e a professora Geórgia Cynara (UEG).
    Guarde o link: YouTube LABAPP Unirio.

     

     

     

    Além disso, estão abertas as submissões para o evento anual Colóquio Acervos Privados e Pessoais. O tema da edição é: “Descrição de arquivos privados e pessoais: entre a teoria e a prática”. Podem enviar propostas pessoas formadas em Arquivologia e áreas afins até o dia 20/06/2026.


  • Registro de 18/05/2026

    O texto discutido hoje nos fez refletir sobre porque estamos estudando Arquivos Pessoais e Patrimônio Documental. Nos desenrolar do diálogo vieram as questões dos arquivos como espaços de poder, memória, disputa política e produção de conhecimento histórico. A patrimonialização do raro e os documentos negligenciados estão presentes na vontade de saber dos arquivos. O auge do encontro foi o compartilhamento de um diário pessoal, que nos oportunizou ter a certeza das escolhas que fizemos e estamos fazendo ao reunir este grupo com o intuito de promover a aquisição, preservação, difusão e acesso aos acervos.

    Estiveram presentes no encontro: Aline Carmes Krüger,  Marceli Mengarda, Maria Teresa Santos Cunha, Maria de Fátima Piazza,  Ana Carolina Silvério Jonsson, Angelo Cubas Castro, Georgia Mastroianni, Leilane Feitosa Santana e Libia de Haro.