-
Participação no XV Seminário Internacional de Políticas Culturais (RJ)
Em 29 de maio de 2026, a pesquisadora integrante do nosso grupo e doutoranda Sabrina Martins, do Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação (PPGInfo/FAED), apresentou seu projeto de tese sobre Bibliotecas Pessoais, Patrimônios Bibliográficos e Políticas Públicas no XV Seminário Internacional de Políticas Culturais (SIPC), no Rio de Janeiro. Em sua tese, Sabrina tem como objeto de estudo a Biblioteca Cleber Teixeira, do Instituto Casa Cleber Teixeira (ICCT). Na apresentação, a doutoranda apresentou o instituto, falou sobre sua vivência e experiência na casa e as perspectivas para a tese.
O evento foi realizado pela Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), por meio do Setor de Pesquisa em Políticas Culturais e da Cátedra UNESCO de Políticas Culturais e Gestão, e promoveu o diálogo entre estudantes, pesquisadores, gestores e profissionais da cultura, abordando temas centrais para o desenvolvimento das políticas públicas culturais, bem como para o fortalecimento da democracia e da participação social. Sabrina revela: “Estar em uma instituição que é referência em políticas públicas culturais me fez perceber o quanto esse campo pode ser mais explorado na Ciência da Informação (CI), na Biblioteconomia e na Gestão da Informação, permitindo-me refletir sobre a pluralidade de perspectivas e práticas no campo cultural.”


-
Participação na 2ª Conferência Nacional de Arquivos
Entre os dias 26 a 28 de maio, em Brasília, ocorreu a 2ª Conferência Nacional de Arquivos (CNARq). Após 15 anos da primeira edição, o evento foi precedido por etapas estaduais quando Aline Krüger, Letícia Nedel, Priscila Rosa e Maria de Fátima Fontes Piazza foram eleitas delegadas de Santa Catarina.
A 2ª CNArq teve como tema central “Arquivos: agentes da cidadania e da democracia” e reuniu representantes do país a fim de debater políticas públicas, bem como definir prioridades para os arquivos públicos, privados e comunitários. Dividida em seis eixos, foram aprovadas 18 propostas, das quais foram destacadas pelo Giro do Arquivo:
- Eixo 1 (Marco Legal, Governança Arquivística e Perspectivas para uma Política Nacional de Arquivos) – Fiscalização arquivística pelos órgãos de controle e Selo Nacional de Gestão de Documentos
- Eixo 2 (Gestão de Documentos como Infraestrutura Democrática) – Gestão de documentos como critério obrigatório nas auditorias dos órgãos de controle
- Eixo 3 (Preservação e Patrimônio Arquivístico) – Criação do Programa Nacional de Preservação Arquivística
- Eixo 4 (Acesso, Transparência, Inclusão e Promoção da Cidadania) – Fomento a arquivos públicos, privados e comunitários como instrumentos de direitos humanos e memória
- Eixo 5 (Condições de Trabalho nos Arquivos e Ensino e Pesquisa em Arquivologia) – Criação dos Conselhos Federal e Regionais de Arquivologia
- Eixo 6 (Arquivos Privados e Comunitários, Pluralidade da Memória e Interesse Público e Social) – Redes de cooperação ténica e científica para arquivos privados e comunitários
A delegação catarinense também foi composta por Camila Lehmkuhl, Liziane Rocha, Bianca Souza, Camila de Oliveira, Sandra Nunes, Sílvia Kita, Micheline Peixoto e demais representantes do poder executivo. Na etapa estadual, contribuíram com a elaboração das propostas Caroline Pasa e Rita de Cássia Cunha, doutorandas do PGCin/UFSC, e a arquivista Giselle Viana.
Assim como na etapa estadual, o evento demonstrou a necessidade de reuniões regulares, visando a identificação de demandas locais, regionais e nacionais, promovendo a inserção de arquivistas e das práticas arquivísticas no debate, principalmente, nos orçamentos públicos.
Saiba mais em: https://www.2cnarquivos.org
-
Registro de 15/06/2026
O texto discutido na segunda foi sobre as viradas e voltas arquivísticos. O texto é de 2019, mas ainda muito atual, que retratou o grupo de pesquisa hoje, um grupo bem eclético de arquivistas, historiadores, museólogos e bibliotecários, bem como nosso olhar para os acervos, arquivos e centros de informação.
Um texto que nos fez refletir sobre o sair da prática, muitas vezes tecnicista (do guardar e do organizar) e nos levou a pensar fora disso, numa perspectiva social, antropológica e cultural. Eric Ketelaar traz um contraponto, bem ontológico do arquivo (digamos, tradicional) para a proposta da “virada” Arquivística, o quadro abaixo reflete os contrapontos ao longo do texto:
ARQUIVOS “TRADICIONAIS” VIRADA DOS ARQUIVOS Produto final (FIM) Processo (MEIO) Fonte Locais epistemológicos Armazém Resultados de práticas culturais Práticas e métodos Teoria Multiverso – Abordagem multiformes. Múltiplas áreas/ Transdisciplinar Repositório das história Um complexo de estruturas, processos e epistemologias. Deposito passivo de coisas antigas Locais ativos onde o poder social é negociável, contestado e confirmado. O grupo refletiu sobre um olhar não só para o documento, mas além, para o processo: antes, durante e depois. Um processo de contextualização e ações de pessoas e instituições. Pensar os arquivos: para quem, o quê, onde e quando?
Estiveram presentes no encontro: Aline Carmes Krüger, Libia de Haro, Valentina Nunes, Ana Claudia Perpétuo de Oliveira, Ana Carolina Silvério Jonsson, Maria de Fátima Piazza, Leilane Feitosa Santana, Priscila Rosa Martins, Sabrina Martins e Letícia Nedel.

-
Reconhecimento: homenagem à pesquisa histórica
É com muito orgulho que compartilhamos a notícia: o pesquisador integrante do nosso grupo, Miguel Ângelo dos Santos Demétrio, foi homenageado com a Medalha Patrono Vevé, pela Academia Literária de Imbituba. Este reconhecimento destaca os trabalhos realizados através do Arquivo Pessoal de Jair Cardoso e da história de Imbituba, mostrando seu compromisso com a pesquisa histórica e a preservação da memória local. A realização da cerimônia ocorreu no 10/06, na Câmara dos Vereadores de Imbituba.
Ficamos muito felizes em ver o trabalho acadêmico de nossos integrantes sendo valorizado pela comunidade e por instituições culturais.
Parabéns, Miguel, por esta conquista!
#GrupoDePesquisa #História #Imbituba #AcademiaLiterária #PesquisaCientífica #PatrimônioCultural -
Reunião de junho de 2026

Venha para a próxima reunião de leituras, será no NEPEMI/CFH – 6º andar.
Discutiremos o texto “As viradas e as voltas arquivísticas”, de Eric Ketelaar, já enviado por e-mail.Referência: GILLIAND, Anne J.; SUE, Mckemmish ; LAU, Andrew J. (orgs.). Pesquisa no Multiverso arquivístico. Tradução de Anna Cistina Rodrigues. Salvador: 9Bravos, 2019.
-
Informativos – parceirias com LABAPP/Unirio
O grupo de pesquisa CNPq Acervos privados e pessoais: memórias, políticas e patrimônios está com uma programação imperdível!

No dia 11/06, às 19h, irão promover a 8ª edição da série on-line “Conversando com doadores”. Como convidada, estará a doadora Telma Camargo da Silva, responsável por um rico acervo dedicado ao acidente radiológico de Goiânia com o Césio-137, doado a duas instituições: LUMINAV/UEG e CIDARQ/UFG.
Acompanharão no papo a arquivista Luciana Lima (UFG) e a professora Geórgia Cynara (UEG).
Guarde o link: YouTube LABAPP Unirio.
Além disso, estão abertas as submissões para o evento anual Colóquio Acervos Privados e Pessoais. O tema da edição é: “Descrição de arquivos privados e pessoais: entre a teoria e a prática”. Podem enviar propostas pessoas formadas em Arquivologia e áreas afins até o dia 20/06/2026.
-
Registro de 18/05/2026
O texto discutido hoje nos fez refletir sobre porque estamos estudando Arquivos Pessoais e Patrimônio Documental. Nos desenrolar do diálogo vieram as questões dos arquivos como espaços de poder, memória, disputa política e produção de conhecimento histórico. A patrimonialização do raro e os documentos negligenciados estão presentes na vontade de saber dos arquivos. O auge do encontro foi o compartilhamento de um diário pessoal, que nos oportunizou ter a certeza das escolhas que fizemos e estamos fazendo ao reunir este grupo com o intuito de promover a aquisição, preservação, difusão e acesso aos acervos.
Estiveram presentes no encontro: Aline Carmes Krüger, Marceli Mengarda, Maria Teresa Santos Cunha, Maria de Fátima Piazza, Ana Carolina Silvério Jonsson, Angelo Cubas Castro, Georgia Mastroianni, Leilane Feitosa Santana e Libia de Haro.

-
Reunião de estudos de maio 2026

Nossa próxima reunião será no dia 18/05, segunda-feira, às 14h, no nuLIME.
Faremos a discussão do texto “Saber dos arquivos”, de Marlon Salomon, e do texto “Monumentos de papel – a propósito de novos usos sociais dos arquivos”, de Philippe Artières, no mesmo livro.
Venha para esse debate.
-
Informativos de maio de 2026
O mês de maio traz boas novas com a participação em eventos e lançamentos de livros!
No dia 9, às 19h, na Livraria Latinas, Thaís Fernandes irá lançar a tradução “Sobre a tranquilidade da alma”, de Sêneca.
No dia 14, às 19h, no ponto. bar & piadina, Marceli Mengarda lançará a publicação de seu segundo livro: “pois estamos vivendo um período“.
Entre 26 e 28 de maio, Aline Krüger, Letícia Nedel, Maria de Fátima Fontes Piazza e Priscila Rosa integrarão a delegação de Santa Catarina na 2ª Conferência Nacional de Arquivos, em Brasília.
+ Chamadas para publicação e submissões em eventos
Até 07/05: IV Seminário Memórias do Corpo, UFSC https://memoriasdocorpo.cce.ufsc.br/inscricoes/submissao-de-trabalhos
Até 16/05: XI Congresso Nacional de Arquivologia, Manaus https://fnarq.com.br/xi-cna-2026
Até 17/05: Arquivologia na contemporaneidade: gestão, preservação e acesso aos documentos de arquivo. Revista do Arquivo Geral do Rio de Janeiro: http://wpro.rio.rj.gov.br/revistaagcrj/envio
Até 18/05: VI Seminário Nacional História e Patrimônio Cultural: patrimônios em debate: políticas, diretrizes e reparação, Joinville/híbrido https://www.gtpatrimonioanpuh.com.br/vi-semin%C3%A1rio-nacional
Até 30/05: V Seminário Nacional de Governança Arquivística, UFSC https://www.even3.com.br/v-snga-seminario-nacional-de-governanca-arquivistica-729866-729866
Até 31/05: XXVI Encontro nacional de pesquisa e pós-graduação em Ciência da Informação, Belém https://enancib2026.com.br
Até 31/05: I Seminário Nacional de Crise Climática e Arquivos (CCA), Porto Alegre https://www.even3.com.br/i-seminario-nacional-crise-climatica-e-arquivos-713372/
nos vemos.
-
Registro de 27/04/2026
Faz sentido ler um texto dos anos de 1970 de Pierre Bourdieu hoje?
Retornando às tardes de segunda-feira, a conversa foi conduzida aos espaços acadêmicos, de legitimidade e consagração, e ao questionamento de quais são as medidas que definem o conhecimento. Será que ainda o livro e o museu são representativos para essa régua? Qual o papel das pesquisas e pesquisadoras nessas mudanças? Qual o papel das instâncias de legitimação na construção do valor simbólico?
Perguntas não faltaram para compreender os bens simbólicos como produtos culturais com valor econômico, mas principalmente, simbólico. Em síntese, conferimos que “O mercado de bens simbólicos” é um texto fundamental para os estudos dos Arquivos Pessoais e do Patrimônio Documental.
Estiveram presentes no encontro: Aline Carmes Krüger, Priscila Rosa Martins, Marceli Mengarda, Maria Teresa Santos Cunha, Sabrina Martins, Valentina Nunes, Letícia Nedel, Maria de Fátima Piazza, Ana Claudia de Oliveira Segura, Ana Carolina Silvério Jonsson e Emily Zimmermann.
